Campanha Anti-Plágio

Pamela Chris

domingo, 11 de março de 2012

Entrevista - Licínia Ramizete

Oi, pessoal, tudo bem? Hoje eu vou apresentar a vocês uma entrevista que fiz como minha amada autora parceira, Licínia Ramizete. Ela escreveu “O Vampiro da Internet”, e pra quem quiser saber mais é só ler a resenha que fiz.

Nome, idade, onde mora:
Licínia Ramizete, 45 anos, nasci e moro em Salvador-Ba.

Como você se descreve?
Uma geminiana que sabe ser profissional, mãe, amiga, guerreira, companheira, mas também tem um lado moleca, uma criança interior que ama dançar, cantar, praticar esportes, sonhar...

Fale um pouco sobre sua vida:
Concilio família (marido e 03 filhos), com o trabalho na área financeira de uma empresa, sem nunca deixar de lado as minhas aventuras literárias.

Desde quando você escreve, e por quê?
Desde criança. Aprendi a ler e escrever muito cedo (com 04 anos lia jornais) e daí para devorar livros de fantasia, foi só um pulinho. Aventurei-me, logo em seguida, em escrever fábulas, contos voltados para o meu mundo infantil. Escritos que se perderam ao longo do tempo e que sinto saudades, até hoje. Continuei a escrever, dessa vez poemas e crônicas até me apaixonar pela escrita de autores como Agatha Christie e Sidney Sheldon e fazer deles a minha inspiração literária.

De onde surgiu a ideia de escrever “O Vampiro da Internet”?
Um dos fatores que me serviu de inspiração foi o desconforto em perceber que as pessoas mantinham conversas virtuais com desconhecidos. Isso me fez refletir sobre os perigos de uma conversa deste tipo. Ficar por trás da máquina e passar-se por isto ou aquilo pode ser divertido e prazeroso, mas também pode ser muito perigoso. O personagem Gustavo, representa o que de mais perigoso, poderia estar oculto na rede.
Outro ponto foi a vontade de ver os jovens lendo mais, por isso, a linguagem coloquial utilizada, o clima de mistério que envolve os personagens e o ambiente virtual.

E como se inspirou para escrever personagens tão incomuns?
Como mencionei acima, o Gustavo representa o mal e as artimanhas que este mal utiliza para envolver as pessoas. A Marília está entre o ser humano carnal que nós somos e o “ser humano divino”, aquele que foi criado com dons que ainda desconhecemos.

Se inspirou em alguém para aqueles personagens?
Todos os personagens (até mesmo os que são mencionados na infância de Marília) tiveram sua maneira de ser, embasadas em alguém que conheci ao longo dos anos. Seja uma pessoa encontrada casualmente num consultório médico, numa ida ao mercado, até mesmo de alguém mais próximo, porém somente serviram-me de inspiração alguns detalhes marcantes de cada um. Reunindo-os, fui constituindo novas personalidades (como um patchwork).
Também emprestei aos personagens Marília e Gustavo, algumas observações, frases e pensamentos meus.

O que foi mais difícil em “O Vampiro da Internet”?
Foi um pouco trabalhoso, escrevê-lo. Eu queria ter tempo integral para ele, ter um cantinho para me concentrar sem ser interrompida, escrever assim que a ideia surgisse, mas com trabalho, marido e filhos, tornou-se desafiador fazer isso.
Para mim, publicar foi a parte mais fácil e a divulgação é sempre um trabalho contínuo.

Como foi escrever e publicar seu livro?
Foi um desafio e um prazer intenso. Coloquei-o na internet, em forma de conto e toda semana publicava um novo capítulo. A aceitação foi ótima, então, acrescentei maiores detalhes, um novo final e resolvi publicá-lo, incentivada principalmente por esses leitores internautas.

Quanto tempo levou para escrever “O Vampiro da Internet”?
Pouco tempo. Em menos de três meses fiz a revisão de um conto que coloquei num site e que teve ótima aceitação. Acrescentei alguns detalhes, explicações etc. e O Vampiro estava pronto. O final diferenciado foi a pedido da editora e da sua equipe que viu no vampiro (inicialmente um personagem secundário) uma figura forte e marcante e daí, solicitaram-me um final que sugerisse um possível retorno, num segundo livro.

Está com novos projetos? Se sim, pretende publicá-los?
Sim, claro! O Vampiro da Internet abre expectativa para um segundo livro, e este já se encontra escrito em forma de rascunho, faltando passar por uma revisão minha e também da editora, caso ela tenha interesse em publicá-lo.
Já tenho também ideias para outros livros, saindo da linha “vampiro”, porém mantendo sempre o mistério, o suspense e a fantasia.

O que mais gosta de escrever?
Contos são os meus favoritos. Uma história curta que não canse o leitor, misturando fantasia e realidade, na intenção de deixá-lo com a sensação de que, no fundo, aquela fantasia poderia ser real...

O que mais gosta de ler? Quais seus autores favoritos?
Mistério, suspense, policial, fantasia medieval são meus prediletos, mas leio toda história bem escrita, que consiga me entreter.
Agatha Christie, Sidney Sheldon, Stephen King e Anne Rice, sempre ocuparão um lugar de destaque entre meus autores preferidos, mas também conheci Dan Brown, J.K. Rowling, Stephenie Meyer, Tolkien, George Martin, Bernard Cornwell, Paulo Coelho, Jô Soares, André Vianco, dentre outros e gostei bastante de conhecer suas formas de escrita.

O que acha da literatura brasileira?
É difícil encontrar fantasia, mistério e suspense em livros nacionais.
A literatura nacional, numa visão geral, tende a inserir em suas histórias, a nossa realidade crua e dolorosa. Mostra ao mundo uma sociedade de crianças carentes, racismo, drogas, tráfico e sexo que muitas vezes só contribui para denegrir mais ainda a visão que o estrangeiro tem de nós, brasileiros. (Não agravando a todos os autores nacionais, mas refiro-me apenas aos que já li).

Como é seu relacionamento com seus leitores?
Possuo Blog, e faço parte de Redes de Relacionamentos, sempre com a intenção de aproximar o leitor.
Coloco-me disponível a questionamentos, sugestões e críticas. Procuro tirar dúvidas, dou dicas para publicação, divulgação, etc.
Acredito ter bom relacionamento, principalmente por saber que não conseguirei agradar a todos e fazer de uma crítica, um caminho em busca do aprimoramento.

Um recado para:
Aqueles que estão pensando em publicar
Estudem, pesquisem, observem os mestres. Um bom escritor tem que seguir seu instinto e ser fiel à sua veia literária, mas essencialmente tem que ter um bom material, conhecer sobre o que escreve, consciente de que a sua história será de conhecimento público e precisa ser transmitida com veracidade.

Aqueles que gostam de ler
Leiam sempre, leiam mais! Busquem novos horizontes literários! Se gostarem de romances, experimentem uma aventura policial. Se preferem drama, leiam uma comédia, para variar. Não existe maior “viagem”, nem maior aventura do que uma boa leitura!

E aí, o que acharam?

Bjs
Pamela Chris

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