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sábado, 25 de agosto de 2012

Os Deuses do Mar - Simone O. Marques

Esse é um livro que recebi de book tour, o segundo da autora que eu leio (confiram a resenha de Agridoce). E, puxa vida, já me tornei fã n° 1. A Simone é demais!


"Marina é uma jovem de dezessete anos, que vive numa fazenda na Chapada dos Veadeiros. Entretanto, ela não é uma garota comum. O Povo da fazenda, chamado de Tribo de Dana, considera que ela é o avatar da Grande Deusa Dana, a mais importante dos deuses celtas. Por isso, Marina é cercada de cuidados, e sempre vigiada de perto por guerreiros-guardiões. Mas os deuses do Outro Mundo decidem que ela precisa encontrar sua verdadeira face e para isso irão atraí-la para seu mundo e lançar-lhe um desafio... Contudo, ela não estará sozinha, seus dois Sombras não irão facilitar o trabalho dos deuses, nem que para isso tenham que cruzar o véu com sua protegida..."


Nota: 




Em uma palavra: Arrebatador

Antes de começar a resenha uma palavrinha aos leitores: Leiam o livro, é muito bom!!!
Pronto, agora vamos aos fatos, rsrsrs.
O mundo criado pela autora é fantástico. Não sou uma conhecedora da cultura celta, então não sei sobre os deuses e lendas citados pelo livro. Mas os detalhes, as lendas que se entrelaçam com a aventura que se passa com Marina... É simplesmente magnífico. Sentimos falta de encontrar mundos fantásticos assim na literatura brasileira, e eu gosto demais. [Principalmente por que eu posso ouvir falar do rio Tocantes ao invés do rio Mississipi, por exemplo (sim, nunca vou me cansar de ouvir referências nacionais e não estrangeiras, rsrsrs.)] Também gostei das referências teológicas, que podem dar uma lógica à história. Uma história bem feita é uma história bem fundamentada.
Alguns podem não concordar comigo, mas eu gostei da teimosia da personagem, rsrs. Também pudera! A deusa disse: a menina continuará sua experiência nesse mundo... Ela é o elo entre este e o Outro Mundo, a ponte entre o velho e o novo. Deve ser instruída, orientada, mas sem ser forçada, manipulada, ou ter sua liberdade confiscada.
Na boa, a tribo esqueceu da última frase. Pois Marina tinha tudo, menos a devida liberdade. Se eu fosse ela também iria contestar qualquer ordem que me fosse dada e bateria o pé para que eu pudesse fazer o que quisesse. Aliás, se não fosse por essa teimosia dela não teria atravessado o véu e descoberto que precisava encontrar os tesouros para salvar a sua tribo. E não teria ficado com um tesouro importante também...
Já disse que adoro bad boys? Tá, o Brian não é nada disso, mas eu o adorei mesmo assim. Ele faz bem o estilo protetor e que tenta se afastar de Marina mas quase não consegue. Isso traz uma pureza rara e nos deixa com aquele gostinho a mais para que vejamos logo os dois juntos... Mas como pode existir um relacionamento se a Pequena Dana é intocável? Brian foi chamado para ensiná-la a dançar e sofreu as consequências com isso... Só que, na boa? Eu não entendi aquilo como consequência, apenas como uma espécie de obra do destino. Que ele estava destinado a se unir à deusa por algum motivo... Tá, é só o que eu acredito.
Me diverti muito com Arthur também. Ele é o guerreiro protetor, comilão e mulherengo, rsrsrs. Tem um jeito todo hiperativo que às vezes faz Brian ficar vermelho de vergonha. Ele também morre de medo de tocar em Marina (ele sabia muito bem o que tinha acontecido com Brian), e fica todo temeroso quando tem que fazer isso.
O livro tem todo aquele mistério, sobre desconhecermos as verdadeiras razões de alguns personagens, ou a importância e relevância de certas visões. Há também o fato de que Dana não revelou sua vontade à ninguém, nem mesmo ao seu avatar, então ninguém sabe muito o que esperar. E nem o que fazer. Eu tenho até dúvidas que as três faces da deusa estejam felizes presas no mesmo lugar! Sabe-se lá o que pode acontecer daí.
E o que mais deixa o leitor ansiosa para o próximo livro? O final! Não daqueles que parecem finalizar um capítulo, que nos faz ficar mais tranquilos... Não, do tipo como se parasse no meio de uma frase e precisamos urgentemente da próxima palavra para saber como termina a sentença! Please, Fadas e Druidas, chega logo!



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