Campanha Anti-Plágio

Pamela Chris

sexta-feira, 27 de julho de 2012

O Beijo das Sombras - Richelle Mead

Bom dia! Adoro começar com uma resenha, vocês não?
Há muito tempo atrás eu ouvi falar da série Academia de Vampiros - da editora parceira Agir- mas não dei muita ideia. Mesmo com tantos fãs não acreditei que fosse tão boa. É claro que eu me enganei. A prova é a minha resenha, espero que vocês gostem.

E se vocês também não conhecem a série, tá tendo sorteio dos cinco livros na Fan Page da editora. Aproveitem!

"Lissa Dragomir é uma adolescente especial, por várias razões: ela é a princesa de uma família real muito importante na sociedade de vampiros conhecidos como Moroi. Por causa desse status, Lissa atrai a amizade dos alunos Moroi mais populares na escola em que estuda, a São Vladimir. Sua melhor amiga, no entanto, não carrega consigo o mesmo prestígio: meio vampira, meio humana, Rose Hathaway é uma Dampira cuja missão é se tornar uma guardiã e proteger Lissa dos Strigoi - os poderosos vampiros que se corromperam e precisam do sangue Moroi para manter sua imortalidade.
Pressentindo que algo muito ruim vai acontecer com Lissa se continuarem na São Vladimir, Rose decide que elas devem fugir dali e viver escondidas entre os humanos. O risco de um ataque dos Strigoi é maior, mas elas passam dois anos assim, aparentemente a salvo, até finalmente serem capturadas e trazidas de volta pelos guardiões da escola.
Mas isso é só o começo. Em O beijo das sombras, Lissa e Rose retomam não apenas a rotina de estudos na São Vladimir como também o convívio com a fútil hierarquia estudantil, dividida entre aqueles que pertencem e os que não pertencem às famílias reais de vampiros. São obrigadas a relembrar as causas de sua fuga e a enfrentar suas temíveis consequências. E, quem sabe, poderão encontrar um par romântico aqui e outro ali. Mais importante, Rose descobre por que Lissa é assim tão especial: que poderes se escondem por trás de seu doce e inocente olhar?
Richelle Mead dá uma nova face à literatura vampiresca com este romance: mais ácida, apimentada e inteligente do que nunca, a saga dos Moroi e seus guardiões surpreende pelas reviravoltas e pela ousadia desses cativantes personagens.
"


Nota:



Em uma palavra: Cativante
Não entendi por que fiquei tão relutante em ler esse livro já que muitas pessoas eram viciadas nele. E, sabe, agora eu entendo o porquê de tantos fãs. O livro é viciante, o que já é incrível por ser uma história de vampiros. A essa altura, com tantos livros de vampiros, devia ser cansativo, não? Mas esses autores sempre conseguem diferenciar um tema do outro e, assim, nos arrebatar em cada trama.
Logo nas primeiras páginas o interesse nos prende, primeiro com o sonho sinistro de Lissa, depois com a visão de um homem nas sombras por Rose. E, por fim, a captura das duas. Fora os mistérios que rondam a trama inteira, com alguns detalhes sendo soltos aos poucos. O suficiente para nos prender o tempo inteiro, já que se descobrimos algo, ainda há outra coisa para tentar entender. E, o que é melhor, a autora faz isso sem que pareça a típica “enrolação”, mas de uma maneira natural. Como se a personagem (é narrado em primeira pessoa pela Rose) não quisesse mesmo pensar naquilo e tirasse da cabeça.
Achei os personagens bem articulados. Nem Rose e nem Lissa são perfeitas (ok, a Lissa é quase, mas acho que seus defeitos contam um pouco), e Mia faz um bom papel como vilã. Do tipo que sabe passar por cima, armar com ardileza e mesmo quando fica por baixo não é por muito tempo. Como leitora, a odeio. Como crítica, ela é ótima.
Preciso dizer que o Christian me cativou também? Oh, yeah, eu tenho uma super queda literária por bad boys. Principalmente por que ele demonstra (do jeito dele) uma atração por Lissa desde o primeiro encontro, e ela por ele. E, é claro, torci pelos dois desde o início. Também gosto de meninas certinhas com um bad boy, sabe. Rsrsrsrs
Um pouco triste o desencontro amoroso de Rose, mas é compreensível por que seja complicado para os dois ficarem juntos. Espero que eles superem isso nos próximos livros. E sim, eu adorei ela. Imprevisível, encrenqueira, leal e fora dos padrões. É raro encontrar uma mocinha como ela, uma espécie de heroína anti-heróina, se é que dá para compreender.
A história foi bem planejada, escrita e representada. Muitas coisas se uniram de forma imprevisível e outras verdadeiramente nos surpreenderam. Fiquei chocada com alguns acontecimentos do final (chocada do tipo: como fulano podia ter feito tal coisa com sicrano?) e ansiosa com uma dada frase, o que pode muito bem significar armações engenhosas do vilão (vilão mesmo, não do tipo inimiga do colegial) nos próximos livros. Fora que há algumas questões a serem pensadas, e dos quais devemos nos preocupar. E torcer para que tudo dê certo.
Vale muito à pena a leitura dessa série.

BJS

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Conto - Lua de Prata

Boa tarde! Primeiramente eu quero desejar um feliz dia do escritor. Estou adorando ver as homenagens no Face, e fico muito agradecida por todos os elogios que li. Vocês são incríveis. Aliás, o que seria dos escritores sem os seus leitores?
Bem, dessa vez vou deixar um conto sobrenatural para vocês degustarem um pouco, rsrs. Uma história que eu estava pensando em transformar em livro, mas ainda não tive muito desenvolvimento, então por enquanto fica só como uma ideia.
Espero que gostem ;)



Desço do carro para encarar a noite escura e gelada. Os sons, antes tão familiares, invadem meus ouvidos sensíveis e o vento forte balança levemente meus cabelos agora espessos e prateados.
— Ei — Uivo da Noite me chama do volante.
Olho para ele, para seus cabelos escuros e olhos imensamente verdes. Tem a pele morena, bronzeada, músculos firmes e uma barba grossa por fazer, dando-lhe uma aparência muito sexy.
Suspirei internamente, pois nada daquilo me chama a atenção. Não que eu precise amá-lo, não há nada que nos obrigue a ficar juntos. Mas o buraco no meu peito está sendo tão cruel que eu quero preenchê-lo com qualquer um.
Infelizmente ou não, meu coração pertence a apenas uma pessoa. Somente ele pode preencher aquele vazio.
— Não se esqueça que o imbecil fugiu do hospital antes que fosse avisado.
Eu sei disso. Ainda assim me lembrar que o rapaz que vou buscar de nada sabia... Não vai ser nada agradável.
Aliá, como eu me meti naquilo?
Olhar para a noite faz minha mente voltar há seis meses atrás, quando o inferno começou. Era para ser apenas um passeio com meu namorado, próxima a uma mata fechada. Em minhas mãos estava um suculento pastel (minha fome era grande) e eu ria de alguma coisa que Gabriel tinha dito. Sua boca estava suja na lateral de catupiry e antes dele me fazer rir eu estava lhe dando uma bronca por usar uma camisa do flamengo. Eu era vascaína roxa.
Hoje em dia essas coisas não importam mais.
No exato momento em que eu me distraí, naquela tarde de verão, ouvi algo como um latido. Sim, seria um latido se fosse um cachorro. Mas não era.
O lobo, mais magro do que devia ser, pulou no meu braço, tentando abocanhar o pastel. Na hora eu gritei, tão alto que era como se tivessem me matando. A adrenalina, por algum motivo, me impediu de fugir e eu levantei o braço com o salgado para o alto, o outro usei para me proteger. Gabriel gritou algo que eu não me lembro, mas estava com medo.
Não com medo do que o lobo poderia fazer com ele. Estava com medo do que poderia acontecer comigo. Minha mente recorda que ele também tentou afastar o lobo com um chute, porém o instinto do animal era maior. De olho no salgado para lhe satisfazer ele abocanhou meu punho numa tentativa para me fazer largar o pastel.
Funcionou. O salgado caiu da minha mão quando a usei para amparar meu pulso sangrando, meu namorado fazendo perguntas que meus ouvidos não captaram. Não vi quando o lobo saiu de perto, mas devia ter voltado para a floresta.
Depois telefonemas, amparos, uma ambulância e antes que eu desse conta estava na cama de um hospital.
Ao contrário do que muitos livros falavam, ou da maneira como era repassado em filmes e novelas, assim que abri os olhos não me senti confusa. Lembrava-se perfeitamente do lobo mordendo meu pulso, o sangue jorrando como se tivesse sido arrebentada uma veia, algo eletrizante correndo por minha corrente sanguínea e tudo ficando preto.
Por isso, quando acordei no hospital, não me perguntei onde estava e nem o que tinha acontecido. Olhando para meu pulso enfaixado tudo o que vinha à minha mente era por que havia sido tão sério. Quero dizer, tinha sido apenas uma mordida?
— Mô — suspirou Gabriel no segundo seguinte em que abri os olhos, depois de olhar confusa para o meu pulso. — Tá tudo bem?
A pergunta era tola, claro, para alguém que estava no hospital, porque não estava tudo bem. Porém, mesmo aparentemente idiota, ela resumia tudo o que meu namorado sentia naquele momento: preocupação, alívio, ansiedade. Amor. Sorri para ele, para mostrar que não estava tão ruim. Ele apertou minha mão, naquela atitude clara de que sempre estaria comigo.
Mas eu não estaria com ele.
Caminho meus primeiros passos, o vento frio castigando a minha pele. Sei que é psicológico, pois se há algo que não me incomoda mais é a noite, nem o que ela traz consigo.
Exceto o medo, o temor do que estava nas sombras. Não nas sombras, literalmente, mas no que o futuro ocultava.
Ah, Gabriel, sinto tanto a sua falta! Como uma faca cega dilacerando minha alma, um pedaço dela chorando para encontrar o seu lugar.
Naquele dia Gabriel me explicou, da maneira mais sincera que pôde para não me assustar. O lobo tinha mordido meu pulso com força, fazendo um corte na veia. Por isso todo aquele sangue, e eu perdi muito. Se não fosse pela ação rápida e racional de Gabriel em ligar por ajuda, e seu curso de primeiros socorros, bem, eu não estaria viva.
Por isso, acreditando ter chegado muito perto da morte, tudo o que eu queria era tê-lo ao meu lado, ver meus pais, falar com meus amigos... Enfim, aproveitar a vida novamente.
Então o médico entrou.
E se, no dia em que Uivo me buscou eu fiquei assustada, não quero nem ter ideia de como vai ser para aquele novo rapaz. Bem, de uma coisa eu posso ter a mais absoluta certeza: não vai acabar nada bem.
Sinto um deja vú ao observar as luzes, os jovens de um lado e de outro, alguns olhares na minha direção.
“Você foi mordida na lua cheia. Agora não é mais humana. Por isso a Sombra do Luar irá te buscar hoje. Não tenha medo e vá com eles.”
Eu disse ao Gabriel que estava bem o suficiente para ir à festa naquela noite, mesmo com meu pulso enfaixado. Lembro de que queria esquecer as palavras do médico, faladas à sós, e no fundo estava me escondendo de seja lá quem fosse me buscar.
Como boa atriz que eu sou, consegui convencê-lo. E fazendo jus à cidade pequena em que eu morava, todos na festa sabiam o que tinha acontecido e olhavam para mim, às vezes cochichando com os outros, às vezes desviando os olhos.
No curto momento em que me senti incomodada passei as mãos pelos meus cabelos ralos e cacheados e um arrepio atingiu minha pele.
Por toda a minha vida (pelo menos o que ela era há seis meses atrás) eu odiei meu cabelo. Ele era completamente negro, cacheado e muito, muito ralo. Chegava a pensar que um dia ficaria careca, de tão ralo que meu cabelo era. Sempre me olhava no espelho decepcionada, pois se usasse seco ficaria armado. Se usasse molhado todos iriam perguntar se eu estava careca. Por fim passei a usá-lo sempre seco e muito bem preso.
Quando eu passei a mão pelos cabelos naquela festa os senti mais cheios do que devia ser. Não muito para que alguém percebesse, mas o suficiente para me apavorar. Pois aquela era uma das provas que o médico havia falado do que iria acontecer. Uma prova de que eu estava mesmo contaminada.
Tinha falado também que provavelmente a cor do meu cabelo iria mudar, mas na época não acreditei. Olho para meu ombro, observo meus cachos cinzas. O médico tinha razão.
— Tá mesmo tudo bem? — Gabriel voltou a me perguntar pela enésima vez.
Ignorando o enjoou em meu estômago, eu afirmei com a cabeça, sorrindo convincentemente para ele. Ele me deu um beijo nos lábios e pareceu mais aliviado.
Perscruto com os olhos o rapaz que havia sido mordido naquela manhã, e me pergunto porque raios de motivo ele havia fugido do hospital. Se ele pelo menos tivesse ouvido o médico sobre a Sombra do Luar...
Não demoro em detectar o cheiro, típico dos nossos, e não reconheço como os que iam à escola. Só pode ser nosso rapaz. O olfato me leva à um jovem do meu tamanho, não muito baixo mas também não muito alto, de cabelos castanhos e pele clara demais, até frágil. Franzo os olhos e inspiro novamente. O cheiro me atinge junto com uma lufada de vento e tenho a certeza de que é ele.
Enquanto caminho decidida naquela direção, minha mente novamente volta àquela noite.
Eu e meu namorado estávamos numa roda de amigos, conversando feliz. Eles até, educadamente, não fizeram perguntas do que tinha acontecido. Sabiam que tudo aquilo estava me incomodando demais, por causa dos olhares.
Até hoje não lembro o que me fez olhar para o lado. Talvez a audição já sensível, talvez sentir outro cheiro bem parecido com o que minha pele emanava. Só sei que, quando olhei para o lado, Uivo vinha em minha direção, tudo nele fazendo meu corpo tremer.
Ninguém reparou nele até que agarrou meu braço. Seu aperto era firme, sem machucar, e forte, sem ferir.
— Eu sou Uivo da Noite, da Sombra do Luar, e estou aqui para te levar. Venha comigo.
Sem esperar resposta ele me puxou forte e determinado, dando as costas para o grupo surpreso.
O caminho até o carro foi um borrão. Gabriel tinha gritado atrás de mim, corrido. Acho que Uivo da Noite correu comigo, mais rápido do que seria possível, porque eu me lembro de ter entrado no carro ofegante e chorando.
No curto espaço de tempo em que as portas se fecharam e aceleraram com o carro eu fiquei olhando para Gabriel, correndo atrás de mim desesperado. Eu chorei, solucei, pensando se tinha feito a coisa certa indo com o estranho. E se sim, o que seria da minha vida dali para a frente.
De uma coisa eu tive certeza naquele momento, assim como tenho certeza agora. Nunca voltaria a ver o homem da minha vida.
Ando mais rápido pelo caminho que o novo lobo seguiu. Era necessário, pois era noite de lua cheia. E em noites como aquelas os novos lobos eram instáveis. Por isso a urgência em buscá-los antes da meia-noite, quando a lua estava bem alta no céu. Porque eles poderia se transformar involuntariamente a qualquer momento.
A casa em que ele entrou está mais lotada e bastante quente. De início me incomodo com a mudança repentina, mas rapidamente me acostumo. Sinto novamente o cheiro dele e esquadrinho com o olhar.
O encontro não muito longe de mim, conversando com uma garota. Seu braço treme um pouco, o que me alerta para ser mais rápida ainda. É o primeiro sinal de que está prestes a se transformar.
Novamente vou decidida na direção dele, mas hesito quando meus olhos vão um pouco mais longe.
Ao fundo da casa, conversando com um casal, está Gabriel. Meu coração imediatamente dá um pulo. Gabriel!
Balanço a cabeça, voltando à missão. O rapaz. Prestes a se transformar. Eu tinha que buscá-lo. Agora.
Gabriel não devia ter me visto, e se viu não reconheceu. Meus cabelos estão tão diferentes... Então não poderia atrapalhar a missão.
É nisso o que eu acredito quando agarro o braço do rapaz, forte e firme o bastante para que ele não se soltasse, o suficiente para não machucá-lo. E sob o prelúdio das palavras ritualísticas eu soube exatamente que tudo daria errado.
Gabriel podia não reconhecer meus cabelos. Mas certamente reconheceria a minha voz.
— Eu sou Lua de Prata, da Sombra do Luar — informei, a casa ficando silenciosa de repente. — Venha comigo.
Começo a puxá-lo, aliviada por Gabriel não me chamar e o rapaz não tentar fugir.
Mal pensei ambos ocorreu. Não na mesma ordem.
— Me solta! — berrou o novo lobo, me puxando de volta. — Quem é você, sua louca? Anda, me solta.
Confesso que me surpreendi com sua força recém adquirida, ainda que eu seja mais forte que ele, pois não sou mais uma novata. Ainda assim tenho certa dificuldade, principalmente com as pessoas que estavam começando a formar uma roda à nossa volta.
— Dri? — ouço a voz de Gabriel, e sob meu apelido carinhoso meu coração se revolve.
Mordo os lábios, tentando afastar do meu coração a saudade para me concentrar no dever, e volto a puxar o rapaz rebelde. Rápido o suficiente para sair daquela casa e entrar novamente na noite fria.
— Dri! — o chamado de Gabriel se torna mais forte enquanto o jovem tenta se desvencilhar de mim mais eficazmente. — O que está fazendo?
Um ofego, um suspiro, e num flash meus olhos o visualizam mais uma vez: cabelos castanhos muito claro, quase loiros, lisos como de um militar, olhos cinzas naquela iluminação e boca semi-aberta pela surpresa e choque.
— Me larga! — o jovem gritou novamente, se contorcendo violentamente e tremendo mais do que nunca.
Maldição, ele iria se transformar. E na frente de todo mundo!
— Uivo! — gritei desesperada.
Minha primeira busca e tudo já dando muito errado.
Uma porta do carro bateu e passos de uma corrida alcançaram facilmente os meus ouvidos.
— Não! — Gabriel grita.
Devia estar vendo Uivo. Devia lembrar que foi ele quem me levou.
Algumas pessoas correm para socorrer o jovem, que treme cada vez mais. Uivo não demora para chegar à mim, e nós dois puxamos o garoto.
— Por quê? — Gabriel pergunta, segurando o meu braço.
Seu toque lança um calafrio quente por minha pele, por meu sangue. Naquele momento eu penso em largar o jovem, desistir de tudo, beijar meu namorado e dizer que tudo iria ficar bem.
— Continue na pele — a voz do nosso líder me fez sair dos sonhos.
Não podia mais viver como humana, como se eu não me transformasse em lobo, como se isso não fosse inevitável na hora em que a lua estava bem alta ao céu. Não podia mais ter uma vida normal.
E, o pior, Gabriel nunca aceitaria o que me tornei.
Um ganido lupino sai da garganta do jovem, espantando alguns que o segurava. Eu e Uivo nos aproveitamos para puxá-lo para mais perto do carro, para mais longe da multidão. Não é difícil, fisicamente falando, me desvencilhar de Gabriel.
— O que está acontecendo, Dri? — ele pergunta novamente.
Tenta puxar meu braço, tocar-me de novo, mas eu me esquivo. Se eu apenas sentisse a pele dele contra a minha novamente... Poria tudo a perder.
— Ei! — alguém da multidão grita, se aventurando em puxar o novo lobo com ele.
Basta que Uivo arreganhe os dentes, fazendo o som peculiar que afasta qualquer coisa que tenha instinto de sobrevivência. Vejo as pessoas surpresas, e até Gabriel fica assustado. Isso dá um aperto em meu coração, afastando qualquer vestígio de que um dia poderia me aceitar.
Continuamos puxando o jovem, que tremia cada vez mais. O vento gelado continua a sondar nossas peles, mas a adrenalina nos impede de sentir o frio. Usamos toda a força para obrigar o rapaz em meio a gritos, uivos e muito tremor.
Quando chegamos ao carro, em meio à muita confusão, eu já consigo sentir os primeiros pelos lupinos debaixo da minha mão. A multidão ainda estava em volta, Gabriel corre na nossa direção como na última vez em que o vi.
Como na última vez a porta é fechada, impedindo que qualquer um visse o lobo agitado dentro do carro, em que Patas Velozes tenta controlar quase sem sucesso.
Como na última vez Gabriel tem a mesma expressão desesperada de impotência.
E como na última vez eu choro ao me ver cada vez mais longe dele, dessa vez tendo a certeza de que nunca mais o veria.


terça-feira, 24 de julho de 2012

Novidades

Como fiquei muito tempo sem postar, vou apresentar novidades de autores e editoras parceiras. Ou melhor, de uma autora e de uma editora, rsrsrs, além de uma pequena grande surpresa. Começando pela Bienal de São Paulo. Quem vai? (sem os "\o/" pq, infelizmente, não poderei ir :,( ).
A autora Adriana Vargas vai presentear quem passar no estande JR78 da Editora Delicatta, além de uma super promoção para quem comprar um dos livros dela na Bienal:


Bem, acho que eu não preciso dizer mais nada, não é mesmo? Rsrsrs. Taí uma ótima oportunidade de conhecer o trabalho dessa escritora fabulosa e ganhar outro livro da Modo. Boa sorte a todos aqueles que participarem.

Texto original: http://achoquecresci.blogspot.com/2012/07/adriananabienal.html


A outra novidade é da editora parceira Jangada, que me apresentou um livro que me chamou a atenção pela sinopse, e acredito que vocês possam gostar também. Nem preciso dizer que adoro mistério com fatos históricos, não é? Foi isso que mais me chamou a atenção, fora a ligação com a II Guerra Mundial (sim, me amarro em II Guerra).

"Em uma Europa devastada pela II Guerra Mundial e com o pano de fundo da Alemanha nazista, o jovem e
ambicioso seminarista August Lienart e a misteriosa guerrilheira Elisabetta Darazzo estão envolvidos em uma missão:
impedir o futuro surgimento do Quarto Reich. Um thriller histórico que traz algumas inquietantes incógnitas: que papel
desempenhou o Vaticano na fuga dos criminosos de guerra? Hitler e Eva Braum se suicidaram mesmo no bunker? Os
banqueiros suíços realmente guardaram o ouro dos nazistas que estava no Banco do Reich, produto de suas criminosas? O
que havia nas enigmáticas caixas enterradas sob as águas escuras e frias do lago Toplitz? Existiu realmente a temida
Organização Odessa e sua determinação em criar o futuro Quarto Reich? Quem se escondia por trás do codinome “O
Escolhido”?
"


E a terceira e última novidade é exclusivamente para os nossos queridos autores nacionais (que inclui a mim, é claro). A Biblioteca Nacional / FUNART vão oferecer 30 bolsas para autores. O texto a seguir eu tirei da imagem no Facebook.


São 30 bolsas, em âmbito nacional, no valor de R$ 15.000,00 (quinze mil reais) cada, para o desenvolvimento de projetos de criação de romances, contos, crônicas, novelas e poemas.
O edital é voltado a pessoas físicas maiores de 18 (dezoito) anos, brasileiros natos ou naturalizados e estrangeiros residentes no país há mais de 3 (três) anos, que tenham no máximo dois livros de sua autoria publicados com ISBN. Os projetos têm 6 meses de prazo para serem desenvolvidos, e entre as 30 bolsas concedidas, serão selecionados até 03 (três) produtos finais para publicação pela Fundação Biblioteca Nacional.


Há mais detalhes no site, então vale à pena dar uma conferida.
Espero que tenham gostado da postagem


BJS

sexta-feira, 20 de julho de 2012

#Nudes - Feliz dia do amigo

Para quem não sabe, hoje é o dia internacional do amigo e qual melhor presente do que um bom livro, não?
Bem, para comemorar esse dia especial leitores e autores se uniram para fazer a companha "Dê livros de autores nacionais de presente". Pois, para quem não sabe, a literatura nacional não só abrange todos os temas como também é de ótima qualidade. Mas, infelizmente, pouco conhecida. Por isso quero falar um pouco sobre essa área, e suas vantagens.
Primeiro que o autor nacional, justamente por isso, está bem mais próximo da gente. Seja fisicamente ou por comunicação, o que nos faz ter notícias de seus livros em primeira mão. Assim como é bem mais fácil teR um livro autografado e com dedicatória especial em nossa estante.
Podemos ler uma história e nos identificar com a realidade em que vivemos e rir de piada que entendemos, nos situar em lugares que realmente conhemos.
Tão próxima assim de autores nacionais eu posso:
Saber quando Dragões de Éter está em promoção no submarino. E dizer ao Raphael que não importa o que ele tenha escrito, para mim vai ser sempre Maria & Áxel, rsrs. E que sim, nós precisamos de uma continuação. Histórias incríveis não podem ser escrita em apenas uma trilogia.
Saber novidades de Equinócio - A Primavera, de nossa querida autora Ana Luísa Piras, ler resenhas, saber das promoções, dos preços, dos lançamentos...
Ouvir da Vanessa Bosso sobre o livro que ela está escrevendo, o que vai ser publicado e por qual editora.
Abrir o face e deparar com os lindos textos de Adriana Vargas e reconhecer que ela é mesmo uma grande escritora e admirá-la por todo o seu trabalho e esforço. Assim como ficar babando por seus livros...
Saber da Gabrielle quando o livro Angellore dela sai da gráfica, ficar ansiosa por saber que ele está quase em suas mãos e nos identificar ao lermos seus comentários sobre o próximo livro da série que ela está escrevendo. [quero o meu logo!]
Entrar no face e lamentar pela maneira como Ana Aguiar quase nos mata de curiosidade ao mostrar as belas imagens que poderia ser o mundo que ela criou, assim como ler sobre seus personagens e cada vez mais da história. Bem vindos ao mundo de Hedhen!
Terminar de ler a Batalha do Apocalipse e pensar: caramba, esse cara é f***! Uma fantasia inteligente, que nos faz viajar pelo tempo e espaço. E achei bem engenhoso a importância da magia do corpo e da mente na trama.
Receber o livro de R. Costac e se surpreender em como O Círculo de Pedra é uma aventura cheia de mistérios e seres desconhecidos, onde um mundo completamente novo e diferente impera, que nos surpreende com seu final e nos deixa ainda mais ansiosos com a continuação.
Ter O Vampiro da Internet em mãos e nos deliciar com uma fantasia diferente de qualquer coisa que tenhamos visto e nos saborear com a criatidade de Licínia Ramizete em criar personagens completamente inovadores.
Rir pacas com a série Fala Sério da tão conhecida Thalita Rebouças.
Me emocionar com as histórias de Pedro Bandeira e ter orgulho de saber que ele nos abriu as portas para a imaginação (nunca vou me esquecer de Os Karas).
Conhecer o lado negro dos vampiros com o livro O Punhal, de Jéssica Anitelli.
Me aprofundar no mundo de Esteros e conhecer mais sobre sua história, contada por Aldemir Alves.
Dizer à Simone Marques que eu amei Agridoce, e que torço bastante por Anya e Daniel (porque, fala sério, ele é muito gostoso, nos dois sentidos).
Ficar imensamente curiosa com o livro Carmela e Lorenzo, pois todos dizem que a história de Rubens Conedera é apaixonante.


E muitos outros autores, que eu espero conhecer melhor sobre suas obras:
Ítalo Poscai, com a série Erick Turow, Kamile Girão; Priscila Xavier; Roxane Norris; Luciane Rangel; Hellen Pimentel; Renata Müller... Puxa, são tantos. Gostaria de falar sobre todos aqui.

Ah, e é claro, eu não poderia deixar de falar de mim mesma, Pamela Chris. Sou autora de um tema que eu gosto bastante, fantasia épica, com o livro O Reino de Milian. No blog tem tudo o que vocês precisam saber, desde sinopse e primeiro capítulo até os links das últimas resenhas.

Por isso nesse dia do amigo não há desculpas para não presentear a quem queremos bem com um livro nacional. Não faltam opções e muito menos motivos, rsrs.

Boa sorte a todos e espero que tenham gostado do post.

P.S. Fiquem de olho na página do blog que vou postar os links das resenhas dos livros nacionais!

BJS

quarta-feira, 11 de julho de 2012

A Intuitiva - Hannah Howell

Não tenho muito o que falar. Apenas que gostei bastante da série e que estou ansiosa pelo 4° e (droga!) último livro.

"UMA HISTÓRIA SOBRE COMO O PODER DO DESTINO E DO DESEJO PODE REALIZAR COISAS APARENTEMENTE IMPOSSÍVEIS. Estamos na Inglaterra, no século XVIII. Assim como a maioria de seus familiares, a bela e jovem Alethea Vaughn Channing possui dons especiais. Desde pequena ela tem visões recorrentes de um homem desconhecido. Passados 15 anos desde a primeira visão, ela prevê um risco iminente de morte. Ela precisa encontrá-lo, contar sobre sua visão e convencê-lo de que corre perigo… Mas quem acreditaria numa estranha com uma conversa dessas? Ainda sob um ceticismo inicial, ele percebe sinceridade na desconhecida e, agindo emocionalmente, decide acreditar na estranha para tentar novamente descobrir o paradeiro de seus dois sobrinhos, que desapareceram após a trágica morte de sua irmã e do esposo. Durante essa busca, começa então a florescer uma forte admiração entre os dois, até surgir a perigosa Claudete, uma antiga amante de Hartley, e que Alethea descobrirá estar entre as pessoas mais ameaçadoras da alta sociedade de Londres. Então, a sua vida também passa a correr perigo e ela precisará mais do que nunca de seus poderes para garantir a sua segurança."

Nota:




Em uma palavra: Empolgante.
Não sei muito em como resenhar esse livro sem que seja semelhante aos outros da série. A história é quase a mesma: uma moça com um dom se apaixona por um homem que desacredita nela, e há sempre a mesma tentativa de assassinato.
A trama não é muito elaborada, menos do que nos outros livros, e acho que a autora devia explorar bem mais os personagens. Adoraria saber mais sobre eles... Assim como o grande número de personagens nos deixa um pouco confusas.
O surpreendendo é que, mesmo com todos esses defeitos eu não conseguia parar de ler o livro. Na verdade só fui pensar nessas falhas enquanto refletia para a resenha. Sem falar que era como se eu estivesse mesmo no ano de 1700 e bolinhas. A autora descreve a época tão bem que era como se ela própria tivesse vivido naquela época. Me sinto quase transportada.
E mesmo que eu sentisse falta de um final inesperado, o livro se tornou extremamente agradável. Até agora não entendo porque gostei tanto da série, mas a escritora consegue nos cativar de uma maneira diferente e única.

BJS


quarta-feira, 4 de julho de 2012

Dicas de Leitura - Literatura Nacional

Faz tempo que eu não posto dicas de leitura, não é? Como eu disse, estava meio desaminada. Infelizmente ainda continuo...
Mas já que eu estou com tempo, e provavelmente não terei enquanto a expô Itaguaí durar, então vou postar hoje.
Como vocês repararam, todos os livros são de autores nacionais. Aliás, esse é o nosso mês, não é?
As imagens levam ao endereço de compra, então aproveitem ;)

ALUCINADA - ALEXANDRE TAVARES

"Quando as luzes do palco se apagam, ninguém pertence a ninguém, e o que rola nos bastidores é o que todos querem saber! Alice Cooper e Easy Class são os atores mais badalados de Nova York. Alice é o tipo de mulher cuja vida é um sonho: beleza, fama e sorte no amor, já que Jake Moor é um namorado perfeito. Mas, misteriosamente, Jake é encontrado morto e Alice perde sua vida perfeita e desaparece. Um ano depois, ela volta para Nova York, encorajando-se a enfrentar os holofotes outra vez, o problema em tudo isso, é que Jake ainda está por toda parte... na mente de Alice. As coisas mudam com sua volta: a relação com Easy começa a esquentar, Jenna, sua colega de palco, que sempre foi uma pedra no sapato, insiste manter um triângulo amoroso e Alice revive a noite na qual deseja esquecer, pois surge um novo assassinato. Agora, além de manter o status, também terá de garantir sua liberdade."

LIMIAR - ELAINE VELASCO


"Samuel é o homem mais lindo e sedutor que Ester já conheceu.
Miguel é o amigo mais fiel e companheiro que uma garota poderia querer.
Dividida entre o amor e a amizade dos dois, a garota não imagina o motivo que faz com que eles se odeiem tanto e menos ainda que ela é a peça-chave na eterna luta entre o bem e o mal.
Antigos segredos de família e muito mistério cercam essa história de amor, proibida tanto pelas leis divinas quanto pelas leis infernais.
"

PORTAIS - LEDINILSON RIBEIRO MOREIRA

"No livro Portais, convido você a viajar para outras dimensões, lugares ou planetas!
Imagine se existissem clãs de cientistas espalhados pela Terra com diversos conhecimentos deste e de outros mundos e, com tanto poder em jogo, um desses clãs se rebelasse para tentar dominar tudo que existe!
Em uma aventura cheia de suspense, grandes amores, fortes laços de amizades e muitas descobertas, um grupo de amigos, com seus inesperados poderes, tentarão evitar o fim do nosso planeta.
Mas, para isso, vão precisar decifrar o código secreto que os levará aos Portais, antes que alguma força o faça e destrua todas as possibilidades de vida. Desafio você a fazer parte deste mundo e descobrir os PORTAIS!.
"

BJS



Outros livros:

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